
A Operação Prato é considerada até hoje o caso ufológico mais enigmático e documentado do Brasil. Conduzida oficialmente pela Força Aérea Brasileira (FAB) entre 1977 e 1978, a operação investigou uma série de fenômenos aéreos não identificados que aterrorizavam moradores do interior do estado do Pará. Relatos de luzes misteriosas, ataques físicos e supostos contatos com entidades desconhecidas transformaram pequenas comunidades ribeirinhas no centro de uma investigação militar sem precedentes.
Décadas depois, a Operação Prato continua despertando curiosidade, debates e teorias, sendo frequentemente citada como uma das maiores evidências de que o governo brasileiro levou o fenômeno UFO (ou OVNI) muito a sério.
O Que Foi a Operação Prato?
A Operação Prato foi uma missão secreta da Aeronáutica Brasileira iniciada em setembro de 1977, sob ordens do Comando Aéreo Regional (COMAR). Seu objetivo era investigar relatos de objetos voadores não identificados que estariam atacando moradores da região do Baixo Amazonas, especialmente na cidade de Colares, no Pará.
O nome “Prato” supostamente faz referência ao formato dos objetos descritos pelas testemunhas, geralmente associados a discos luminosos, também chamados popularmente de “chupa-chupa”.
Contexto Histórico e Social
Na década de 1970, o Brasil vivia sob o regime da ditadura militar, um período marcado por censura, controle da informação e forte presença das Forças Armadas. Mesmo nesse contexto, os relatos vindos do Pará eram tão intensos e numerosos que chegaram às autoridades militares.
Moradores relatavam que luzes vindas do céu:
- Perseguiam pessoas à noite
- Invadiam casas
- Emitiam feixes de luz que causavam queimaduras
- Provocavam fraqueza, tontura e perfurações na pele
O pânico se espalhou rapidamente. Muitas pessoas abandonaram suas casas, dormiam em grupo ou montavam vigílias noturnas armadas, tentando se proteger do fenômeno.
Os Relatos dos Ataques do “Chupa-Chupa”
O fenômeno ficou conhecido como “chupa-chupa” porque diversas vítimas afirmavam que as luzes sugavam sangue ou energia vital. Entre os sintomas relatados estavam:
- Marcas circulares no corpo
- Anemia repentina
- Paralisia temporária
- Sensação de calor extremo
- Desmaios
Um dos casos mais famosos é o de Maria Cinilda, que relatou ter sido atingida por um feixe de luz que a deixou imobilizada e com marcas no peito. Médicos locais confirmaram lesões incomuns, mas não conseguiram explicar a causa.
A Atuação da Força Aérea Brasileira
Diante da gravidade da situação, a FAB enviou uma equipe comandada pelo Capitão Uyrangê Hollanda, responsável por liderar as investigações em campo. Diferente de outros países, onde o tema UFO era frequentemente tratado com descrédito, os militares brasileiros adotaram uma postura surpreendentemente técnica.
Durante a Operação Prato, foram coletados:
- Centenas de depoimentos
- Fotografias de objetos luminosos
- Desenhos feitos por testemunhas
- Relatórios detalhados de campo
Os documentos descrevem objetos com comportamento inteligente, capazes de mudar de forma, emitir luzes intensas e reagir à presença humana.
Fotografias e Evidências Oficiais
Um dos aspectos mais intrigantes da Operação Prato é a existência de fotografias oficiais feitas pelos próprios militares. Algumas delas mostram objetos luminosos no céu, com formatos variados, incluindo discos, cilindros e estruturas alongadas.
Essas imagens ficaram classificadas por décadas, alimentando teorias de encobrimento governamental. Somente a partir dos anos 2000, com a pressão de ufólogos e a Lei de Acesso à Informação, parte do material foi liberado ao público.
O Fim da Operação Prato
Em dezembro de 1977, a operação foi oficialmente encerrada. No entanto, não houve uma explicação pública conclusiva para os fenômenos observados. Os relatórios finais evitam o termo “extraterrestre”, mas também não apresentam explicações convencionais como aviões, satélites ou fenômenos naturais conhecidos.
Pouco tempo depois, o capitão Uyrangê Hollanda foi transferido, e o caso caiu em silêncio oficial.
O Depoimento Final do Capitão Hollanda
Antes de sua morte, em 1997, o capitão Hollanda concedeu uma entrevista bombástica à revista UFO. Nela, afirmou categoricamente que:
“Os objetos eram reais, tinham inteligência e não eram de origem humana.”
Pouco tempo após a entrevista, Hollanda foi encontrado morto em circunstâncias oficialmente tratadas como suicídio — um fato que até hoje gera suspeitas e alimenta teorias de conspiração.
Operação Prato e a Ufologia Mundial
A Operação Prato é frequentemente comparada a projetos internacionais como:
- Projeto Blue Book (EUA)
- Projeto Condign (Reino Unido)
No entanto, ela se destaca por envolver ataques físicos documentados, algo raro em investigações oficiais de OVNIs. Por isso, é considerada por muitos ufólogos como uma das provas mais fortes de contato hostil ou, no mínimo, de tecnologia desconhecida operando em território brasileiro.
Ceticismo e Explicações Alternativas
Apesar do impacto do caso, cientistas e céticos propõem explicações alternativas, como:
- Fenômenos atmosféricos raros
- Descargas elétricas naturais
- Histeria coletiva
- Interpretações culturais influenciadas pelo medo
No entanto, essas hipóteses não explicam completamente as evidências físicas, os relatos médicos e o envolvimento direto da Aeronáutica.
Operação Prato Hoje: Por Que Ainda Intriga?
Mais de 40 anos depois, a Operação Prato continua sendo objeto de:
- Livros
- Documentários
- Podcasts
- Pesquisas acadêmicas
- Discussões online
O interesse renovado por UFOs, agora chamados de Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAPs), reacendeu a atenção sobre o caso, especialmente após governos como o dos EUA admitirem oficialmente a existência de objetos sem explicação.
Conclusão
A Operação Prato permanece como um dos capítulos mais misteriosos da história militar e ufológica do Brasil. Seja qual for a explicação — extraterrestre, tecnológica ou natural —, o fato é que algo extraordinário aconteceu no Pará entre 1977 e 1978, e o próprio governo brasileiro considerou o fenômeno sério o suficiente para mobilizar uma operação militar secreta.
Enquanto documentos completos não são totalmente revelados, a Operação Prato continua sendo um lembrete inquietante de que nem tudo que acontece em nossos céus está sob nosso controle ou compreensão.
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