
Introdução
Histórias de terror sempre ocuparam um espaço especial na imaginação humana. Desde lendas urbanas até relatos supostamente reais, o medo é uma ferramenta poderosa que atravessa gerações. Neste artigo, você conhecerá uma história de terror original, ambientada em um local esquecido, marcada por desaparecimentos, segredos antigos e algo que nunca deveria ter sido despertado.
A Origem da Lenda da Casa do Km 47
No interior do Brasil, em uma estrada estadual pouco movimentada, existe um trecho conhecido apenas como Km 47. Não há placas turísticas, não há registros oficiais atualizados e, curiosamente, o GPS costuma falhar exatamente naquele ponto.
Moradores antigos afirmam que, antes da estrada ser asfaltada, havia ali uma fazenda isolada. A casa principal foi construída na década de 1930, em estilo colonial tardio, com paredes grossas, janelas estreitas e um porão que nunca constava em planta alguma.
A fazenda foi abandonada após uma sequência de eventos que nunca chegou aos jornais.
O Primeiro Desaparecimento
Em 1978, um caminhoneiro chamado Antenor Silva desapareceu após relatar, pelo rádio, que havia parado para pedir informações em uma casa antiga à beira da estrada.
A última transmissão foi curta e confusa:
“Tem alguém aqui… mas não parece… normal.”
Seu caminhão foi encontrado dois dias depois, intacto, estacionado no acostamento do Km 47. As portas estavam abertas. Não havia sinais de luta. Antenor nunca foi encontrado.
A polícia arquivou o caso.
A Casa Abandonada
Quem passa pela região durante o dia pode ver a silhueta da casa entre árvores retorcidas. À noite, no entanto, moradores juram que luzes se acendem em janelas que não têm mais vidros.
Relatos comuns incluem:
- Sussurros vindos do mato
- Batidas ritmadas, como passos dentro da casa
- Sensação intensa de estar sendo observado
- Falhas repentinas em celulares e rádios
Esses elementos transformaram o local em uma das lendas urbanas de terror mais conhecidas da região, embora pouco documentada na internet — até agora.
A Expedição dos Universitários
Em 2014, cinco estudantes de jornalismo decidiram investigar a fundo a história da Casa do Km 47 para um trabalho acadêmico sobre folclore moderno e lendas urbanas brasileiras.
Os nomes deles eram:
- Lucas
- Renata
- Tiago
- Camila
- Eduardo
Eles levaram câmeras, gravadores, lanternas e decidiram passar uma noite inteira no local.
Esse foi o maior erro de suas vidas.
Dentro da Casa
A casa estava em pior estado do que esperavam. O chão rangia mesmo quando ninguém se movia. As paredes tinham marcas profundas, como se algo tivesse sido arrastado repetidas vezes.
No centro da sala principal, havia um símbolo riscado no chão — um círculo irregular, com marcas que lembravam unhas humanas.
Camila, a primeira a notar o detalhe mais perturbador, descreveu em áudio:
“Essas marcas… não são antigas. Alguém fez isso recentemente.”
Nesse momento, todas as portas se fecharam ao mesmo tempo.
O Porão que Não Existia
Apesar de plantas antigas não mencionarem um porão, os estudantes encontraram uma porta de madeira escondida sob um tapete apodrecido.
Ao descerem, o ar ficou mais frio. O cheiro era insuportável: mofo, ferrugem e algo orgânico, quase doce.
As paredes do porão estavam cobertas por nomes riscados, centenas deles. Alguns pareciam recentes. Outros estavam quase apagados.
Entre os nomes, Lucas encontrou um que gelou sua espinha:
Antenor Silva.
A Verdade Sobre a Casa do Km 47
Gravações recuperadas posteriormente revelaram a verdade.
A casa não era apenas um local assombrado. Ela se alimentava.
Segundo antigos diários encontrados no porão, o primeiro dono da fazenda acreditava que o terreno era um “ponto fino” entre mundos. Para manter “o outro lado” contido, sacrifícios precisavam ser feitos.
Com o abandono da fazenda, o ritual cessou.
A casa passou a caçar sozinha.
O Que Aconteceu com os Estudantes
Dos cinco universitários, apenas Renata foi encontrada, dois dias depois, vagando pela estrada, em estado de choque severo.
Ela nunca mais falou sobre o ocorrido.
Os outros quatro desapareceram.
As autoridades classificaram o caso como acidente seguido de surto psicológico, apesar de jamais terem explicado:
- As gravações de áudio com vozes extras
- Os vídeos que mostram sombras se movendo sozinhas
- O fato de a casa, semanas depois, simplesmente não estar mais lá
No lugar, apenas árvores.
Relatos Recentes
Desde 2021, caminhoneiros voltaram a relatar falhas no rádio exatamente no Km 47.
Alguns afirmam ouvir uma pergunta sussurrada:
“Você pode ficar um pouco?”
Sempre que alguém responde, há silêncio.
E depois, nunca mais se ouve falar dessa pessoa.
Conclusão
A Casa do Km 47 não é apenas uma história de terror. É um lembrete de que alguns lugares guardam memórias, vontades e fome. Histórias assim sobrevivem porque tocam em um medo universal: o de entrar onde não fomos convidados.
Se você chegou até aqui, talvez esteja se perguntando se tudo isso é apenas ficção.
A única coisa certa é esta:
ninguém que parou no Km 47 à noite conseguiu provar que não era real.
